segunda-feira, abril 15, 2013

Pudor do tempo.

Talvez sumir ou esquecer fosse o melhor, em um lugar distante do todo ou alguma noite atrás. Foi-se...
É da distância entre os olhos que eu falo, dessa distância entre almas que fere os corpos e afoga nos copos. Dos copos anoitecidos em finais de semana perdidos em asfaltos amontoados de intenções sujas, das faltas amanhecidas em cigarros molhados de arrependimentos falhos. Mais ainda!, é dessa falta de sorriso mútuo, de simpatia sincera e abraço quente de que falo.
Ê espaço incompreensível que o tempo, sem o menor pudor, adora deixar no peito dos que são suscetíveis ao sentir (a dor).

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